13 de mar de 2014

CIGARRA

Tentou se afogar nas poças
Estampou nos vestidos as flores que nunca recebeu
Adulterou o espelho para esconder a sensibilidade da alma
Em cada entardecer, feito cigarra, canta uma melodia de desespero
Ela não voltou da ultima anestesia
Não se suicida pois seus lábios ainda anseiam a emoção do borbulhar de uma coca-cola
Os motivos de sua tristeza é ter motivos que a fariam feliz
 Dez digitais, sua algema

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