20 de ago de 2011

ATE LOGO

Sempre que penso no fim de algo, não gosto do der repente, desejo ter tempo de me despedir
O ritual de despedida me fascina, pela emoção que ele carrega, mas talvez seja melhor que ele não aconteça, se ao beijar alguém que amamos pela última vez, soubermos que aquele é o último beijo, a aflição pelo fim estragará o sabor do amor
Prefiro não conhecer os meus momentos de despedida, que o último se torne último somente com o fato de não ter acontecido de novo. 

Um comentário:

  1. Lembro-me agora das nossa despedidas. Da primeira vez, deixando-a no hotel. Depois, eu entrando no área de embarque do avião, horrível por você não me acompanhar; e depois você mesma entrando na área de embarque do avião, onde agora eu não a podeira acompanhar. Nos despedimos e sempre nos reencontramos. Era só chegar em casa e dizer: "cheguei, estou bem".

    Não precisou se despedir de mim para essa viagem, mas senti sua falta. Fiquei com saudade e vim para o quarto da Clara. Tem meu cheiro aqui. E o novo retrato dela, sim, é estranho. Mas adorei o biquinho e a pintura. Reflete alguém que é alguém e não um retrato de si mesma.

    Beijo. Boa viagem.

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